Este espaço serve para divulgar e compartilhar idéias de planos de aulas envolvendo comunicação e educação comunitária. Os planos mostram como é possível abordar estes temas de forma prática e criativa no dia-a-dia da escola e da sala de aula.

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Aula 1 – Olavo Pezzotti

A professora de informática Viviane Cardoso fazia uma dobradinha interdisciplinar com a professora de literatura. O tema em pauta era a obra de Machado de Assis. A idéia da Vivi era propor uma pesquisa na internet, para que os alunos descobrissem dados biográficos do autor. O resultado seria impresso num folheto.

 

A idéia já era boa, mas além de propor pesquisa e veiculação do material pesquisado, é importante notar em algumas questões, quando se fala em comunicação.

 

1) Qual o objetivo final da proposta da aula? Conhecer a vida do autor ou fazer com que os alunos se interessem por sua obra? Um pouco das duas, claro, mas acredito que a proposta só ganha sentido se promover a leitura de, no mínimo, trechos da obra de Machado.

 

2) A veiculação de qualquer produto de comunicação precisa ter um sentido: para quê e para quem informar? Não adianta simplesmente imprimir o resultado de um trabalho escolar num panfleto ou cartaz. Entenda que todo aluno pode ter interesse pelo conteúdo da aula, ou seja, ele é seu público. Converse com ele por meio do veículo que você quer utilizar.

 

Vejam como ficou, no final, a aula da Vivi.

 

 

 

  • Machado de Assis – música Capitú e panfleto

 

1)     Dinâmica de abertura: Expressão corporal

Dividir a sala em três ou quatro grupos. Cada grupo recebe um trecho de texto (pode ser um trecho de poema, música ou texto). A tarefa de cada grupo é expressar mensagem corporalmente. Os demais grupos devem decifrar / interpretar cada mensagem apresentada. Os trechos devem ser lidos no final, acompanhados dos comentários de cada grupo sobre o que quiseram dizer.

 

Resumo da ópera

Este exercício serve a muitos propósitos: integrar o grupo, quebrar o gelo, promover reflexão, etc. Nesse caso, servirá ainda para introduzir o tema comunicação, mostrando que o ser humano tem muitos recursos para se expressar e, em consequência disso, se comunicar. Entre estes recursos, o principal deles e o primeiro é o nosso próprio corpo – contrapondo-se à tendência de acreditar que os meios de comunicação – ou a mídia – são os únicos disseminadores de informação / comunicação.

 

2)     Música: Capitú (Ná e Dante Ozetti)

Aproveitando que esta música tem a ver com o tema que está sendo trabalhado em sala de aula, de forma multidisciplinar, é importante chamar a atenção para o fato de que a música também é informação. Além da informação musical, que pode ser percebida por meio do sentido da audição, a música traz uma informação textual, expressa por meio de sua letra. É interessante prestar atenção no que ela diz e depois discuti-la, relacionando-a com os pontos já discutidos pelo grupo. Além disso, é possível conversar sobre os sites de busca de músicas, que os jovens adoram, e fazer uma lista dos principais. Os alunos que utilizam esses sites podem ensinar os que não sabem.

 

3) O panfleto na sala de aula

Levar diferentes tipos de panfleto para a sala de aula, circula-lo de mão em mão e avaliá-los.

Para pensar e analisar:

  • Note que os panfletos são instrumentos de comunicação bastante simples, compostos de dois níveis principais de informação, assim como outros veículos impressos: o visual e o textual.
  • Em relação à informação textual, o que é possível notar? Existe uma chamada ou título chamando a atenção do leitor? Qual a informação principal?
  • Em relação à informação visual: qual o tamanho do panfleto? Qual a disposição do texto no papel? As letras são coloridas? Quantos tipos de letra são utilizados no panfleto?
  • Existem desenhos, figuras ou ilustrações compondo a informação?
  • Os panfletos são peças que na maioria das vezes fazem um apelo ao público, para que este conheça ou se interesse em consumir um produto ou serviço, ou seja, a linguagem que utiliza nesses casos é o da publicidade. Note que existem diferenças entre a linguagem publicitária e a linguagem jornalística, embora ambas se proponham informar o público. Na publicidade, grande parte das vezes a informação é sobre um produto ou serviço. No jornalismo, a informação gira sobre temas variados.

 

 

3)     Produzindo um panfleto

A partir da análise do conteúdo trabalhado em sala de aula e da informação trazida pela música, pedir para o grupo criar uma.

 

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Aula 1 – EE Desembargador Carlos Maximiliano

 

 

  • Dia Internacional da Mulher – trabalho com leitura de jornal e produção de cartazes

 

1)     Dinâmica de abertura: Expressão corporal

Dividir a sala em três ou quatro grupos. Cada grupo recebe um trecho de texto (pode ser um trecho de poema, música ou texto). A tarefa de cada grupo é expressar mensagem corporalmente. Os demais grupos devem decifrar / interpretar cada mensagem apresentada. Os trechos devem ser lidos no final, acompanhados dos comentários de cada grupo sobre o que quiseram dizer.

 

Resumo da ópera

Este exercício serve a muitos propósitos: integrar o grupo, quebrar o gelo, promover reflexão, etc. Nesse caso, servirá ainda para introduzir o tema comunicação, mostrando que o ser humano tem muitos recursos para se expressar e, em consequência disso, se comunicar. Entre estes recursos, o principal deles e o primeiro é o nosso próprio corpo – contrapondo-se à tendência de acreditar que os meios de comunicação – ou a mídia – são os únicos disseminadores de informação / comunicação.

 

2)     Nota de Jornal

No dia 4/03/2008 o jornal Folha de S.Paulo publicou dados de uma pesquisa que apontavam o aumenta do número de vagas de trabalho ocupadas por mulheres. No entanto, o salário das mulheres continua mais baixo do que o dos homens. A idéia é ler este material e discuti-lo, tendo em vista o Dia Internacional da Mulher.

 

3)     O cartaz na sala de aula

Levar diferentes tipos de cartaz para a sala de aula, ou circular pela escola e avaliar os cartazes que estiverem disponíveis.

Para pensar e analisar:

  • Note que os cartazes são instrumentos de comunicação bastante simples, compostos de dois níveis principais de informação: o visual e o textual.
  • Em relação à informação textual, o que é possível notar? Existe uma chamada ou título chamando a atenção do leitor? Qual a informação principal?
  • Em relação à informação visual: qual o tamanho do cartaz? Qual a disposição do texto no papel? As letras são coloridas? Quantos tipos de letra são utilizados no cartaz?
  • Existem desenhos, figuras ou ilustrações compondo a informação?

  

4)     Conclusão

A partir da análise do texto de jornal e da análise do(s) cartaz(es), dividir a sala em três ou quatro grupos e pedir para que produzam cartazes sobre o Dia Internacional da Mulher.

 

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Aula 2 – EE Desembargador Carlos Maximiliano

 

Introdução ao Jornal Mural

 

1)     O percurso da informação

Dinâmica: propor a brincadeira “telefone sem fio” e no final impedir a última pessoa da roda de transmitir a informação que circulou. Repetir umas duas ou três vezes a brincadeira, sempre desse jeito.

 

Em sua origem etmológica, a palavra comunicação quer dizer “tornar comum”. O objetivo da atividade é justamente interromper o climax, provocando um estranhamento que vai servir para introduzir a questão da veiculação da informação, que não foi tornada comum, não se efetivou, ficou incompleta sem a sua comunicação / veiculação.

 

2)     Meios de comunicação

Na primeira aula, a dinâmica de abertura propunha a expressão corporal, mostrando que nosso primeiro meio de comunicação é o nosso corpo. A brincadeira do telefone-sem-fio sugere que informação sem veiculação é uma informação incompleta. A partir daí, perguntar para o grupo o que ele sabe sobre os meios de comunicação, também conhecidos como veículos de comunicação. Perguntar: Quais são os meios mais conhecidos pelo grupo? Quais as suas principais características? Como seria a vida das pessoas sem os meios de comunicação?

 

3)     Invenção dos aparelhos de comunicação

prensa de Gutemberg – em torno de 1.500

telégrafo – 1837

telefone – 1860

rádio – 1874

TV – 1923

Internet – 1969 (Arpanet – primórdio da internet, sistema criado pelo depto de defesa americano) / 1983 – muda protocolo NCP para TCP / IP, utilizado atualmente na internet

 

4)     Falar sobre o jornal.  Questões: o que é um jornal? Qual sua função? Mostrar um jornal, deixar o grupo manipulá-lo e falar sobre especificidades como tiragem, distribuição, impressão, etc (tudo o que puder ser concluído a partir da observação e da leitura, é claro)

 

5)     E um jornal mural? Alguém já viu um? Como ele pode ser feito? Que materiais pode utilizar? Qual a periodicidade (de quando em quando deve sair?)

 

6)     Mostrar o jornal mural Na Faixa e fazer uma análise do produto. Exemplo: o tamanho é adequado para o que se propõe? As informações são interessantes? A linguagem que utiliza parece adequada? Em que lugar ele poderia / deveria ser colocado para garantir

 

7)     Pensar no nome do jornal do grupo

 

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Aula 3 – EE Desembargador Carlos Maximiliano

 

 

8)     Leitura: trecho do texto “Direito à Comunicação: defesa fundamental”, de Graciela Selaimen (www.rets.org.br )

 

“Há mais de 50 anos o direito à Comunicação é reconhecido no ordenamento jurídico em diversas instâncias. A ONU, em dezembro de 1946, “reconhece a importância transversal da comunicação para o desenvolvimento da humanidade, enquanto um direito humano fundamental – no sentido de básico – por ser pedra de toque de todas as liberdades às quais estão consagradas as Nações Unidas…fator essencial de qualquer esforço sério para fomentar a paz e o progresso no mundo…“¹ . Vale lembrar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu Artigo 19º afirma que “todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão”.

 

A Convenção Americana de Direitos Humanos, de 1969, em seu artigo 13º reafirma a Comunicação como um direito quando determina que “toda pessoa tem o direito à liberdade de pensamento e de expressão. Este direito inclui a liberdade de procurar, receber e difundir informações e idéias de qualquer natureza, sem considerações de fronteiras, verbalmente ou por escrito, ou em forma impressa ou artística, ou por qualquer meio de sua escolha”. A Convenção também introduz a noção da responsabilidade do ato de comunicar, ao expressar que “o exercício do direito previsto no inciso precedente não pode estar sujeito à censura prévia, mas a responsabilidades ulteriores, que devem ser expressamente previstas em lei e que se façam necessárias para assegurar: o respeito dos direitos e da reputação das demais pessoas; (…)”. Estende-se, desta forma, a idéia da Comunicação como um direito individual, para a percepção de que se trata de um direito também social, ao qual correspondem deveres para com o conjunto da sociedade e consequências, em caso de abuso.”

 

4) Conclusão: além de uma necessidade do ser humano, a comunicação é um direito garantido pela Carta dos Direitos Humanos e pela Constituição Brasileira.

 

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